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domingo, 20 de junho de 2021

500 mil

Você sabia que a taxa de mortalidade da COVID19 entre os mais velhos caiu absurdamente?

Não é preciso explicar muito o por quê, dos cerca de 11% dos brasileiros que já tomaram as duas doses da vacina a grande parte está entre as faixas etárias mais elevadas, entre os mais velhos.

Já entre os mais novos é diferente. Se você analisar o número de vítimas desta crise sanitária em que o país se encontra, não será difícil perceber uma crescente muito grande naquela faixa que algum tempo atrás "não era" uma preocupação tão grande.

Infelizmente, não é incomum ver o público desta faixa etária, dos 20, 30, 40 anos postando fotos nas redes sociais de festas, bares, aglomerações em que fizeram questão de participar, em locais os quais não existe protocolo algum que visa proteger a saúde de quem está lá.

A cruel "estabilidade" do número de vítimas do nosso país esconde este grande problema: o aumento bastante significativo entre os mais jovens desta faixa etária que engloba a maior parte dos trabalhadores que, inevitavelmente, entram em contato por causa do trabalho ou da irresponsabilidade, com mais pessoas e que pode ajudar com que variantes mais transmissíveis do vírus se espalhem mais rápido.

Na prática, o que quero fazer você pensar é que de um tempo pra cá você provavelmente parou de ouvir que o seu conhecido, seu amigo perdeu os pais, perdeu algum avô, algum tio distante. Agora você tem ouvido falar de conhecidos, de colegas e amigos seus que se tornaram vítimas, de pessoas mais velhas que que perderam seus filhos, seus sobrinhos, seus netos.

O Brasil é o lugar onde 12,8% das vítimas dessa pandemia morava, mais de 500 mil pessoas já perderam essa batalha graças a tudo o que não foi feito pelas autoridades responsáveis que, em vários momentos, tomaram medidas que foram contra tudo o que se recomendava e que a maior parte do mundo fazia.

Se proteja.



quinta-feira, 13 de maio de 2021

Dois meses sem respostas

O governo ignorou as vacinas, e por causa disso ele é um grande responsável pelo boteco, pela mercearia, pela padaria do seu bairro ter fechado. Vacinas ajudariam as pessoas, o comércio, ajudariam a sociedade, a vida e com isso, a economia.

O governo foi contra tudo o que a ciência disse para tentar provar um ponto que não funcionou em nenhum lugar do mundo, e que apenas gerou novas variações, mais resistentes e ainda mais transmissíveis. Tanto que muitos países no mundo hoje não aceitam alguém que está chegando do Brasil. E o pior, mesmo com todas as notícias que circulam por aí e que todo mundo pode ter acesso, alguns governantes continuam propagando a mentira.

Até agora, mais de 420 mil BRASILEIROS pagaram com suas vida, sem falar dos outros milhares que levarão sequelas pelo resto de suas vidas e daqueles que não tem comida na mesa.

Claro que se o governo tivesse corrido atrás das vacinas ainda teríamos vítimas, assim como se o governo tivesse promovido as medidas que o mundo inteiro tomou. A questão é a diferença no número de vidas, o número de melhores amigos, o número de pais e filhos que poderiam estar aqui, vivos, com saúde e vacinados. E é curioso que agora, com os números que o país tem sobre o COVID, ninguém mais fala que os cientistas são "alarmistas" porque nunca antes na história nós vimos a previsão que a ciência fez se provando em tão pouco tempo. Fica o alerta para outras previsões que existem a anos e que muitos parecem ignorar, como a importância da preservação das florestas e a corrida contra o aquecimento global.

Você já ouviu falar no complexo de vira-latas? Ele se dá na diferença entre o valor que alguns dão para a vida de quatro ou dez franceses que morreram num atentado terrorista em comparação ao número das vítimas e das notícias que o Consórcio de Imprensa divulga sobre os óbitos causados pelo COVID.


P.S.: Você sabe por que é o Consórcio de Imprensa que divulga os números? Porque desde parte do ano passado o governo viu que não era uma boa propaganda para as suas ações divulgar o número de óbitos, e por isso o governo decidiu não divulgar um número oficial "para não causar pânico". O Consórcio de Imprensa vem, desde então, sendo o responsável por somar todos os boletins que cidades e estados soltam para publicar um número. O governo é tão irresponsável a ponto de não mostrar os números de infectados e de vítimas no meio de uma pandemia.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Bolsonaro e a seleção de ministros

Antes de Queiroga ser o escolhido como o novo pior ministro da saúde da história, Bolsonaro chamou Ludhmila para conversar sobre o cargo ministerial e ela não foi escolhida por alguns "motivos técnicos". Os motivos técnicos é que ela propôs algumas coisas: 1) ela acha importante uma campanha de combate ao vírus; 2) o uso de máscaras; 3) ter um plano de cuidado de pacientes em hospitais - aparentemente o Brasil não tem isso; 4) promover o distanciamento social; 5) agilizar a campanha de vacinação; 6) acabar com essa baboseira de tratamento precoce porque o Brasil é um grande exemplo de que isso não funciona, se funcionasse não seria o responsável por 20% das mortes por COVID no mundo. De pronto ela recebeu um não do presidente porque ele não concordou com isso. 

Mas além disso, ela sofreu ameaças de violência, ameaças de morte, tentaram invadir o hotel que ela estava hospedada em Brasília mais de uma vez, sua família também recebeu ameaças além dela ter todas as suas redes sociais atacadas.

Se você não sabe disso, estou lhe contanto. se você não acha isso um absurdo visto que ela recomendou apenas o mínimo que qualquer país do mundo já fez, eu acho que existe uma grande falha de caráter em você. 

Até quando você quer defender um genocida?

Existem várias notícias de diversas fontes relatando estes acontecimentos, escolhi o da UOL para compartilhar aqui.

Clique para ler

terça-feira, 23 de março de 2021

A Ambev e o marketing dos oxigênios

 Muitas empresas ao redor do mundo fizeram algo parecido, inclusive algumas que estão no Brasil e fizeram algo parecido para a sociedade brasileira como a DAF aqui na cidade, que criou oxigenadores baratos para que pudessem ser usados por quem precisasse. Mas ninguém falou nada.

E Ambev fez algo para ajudar na pandemia e a internet toda desaba a elogiar, mas o curioso mesmo é o quanto isso foi divulgado, talvez uma boa verba de marketing tenha sido empregada a este propósito.

Depois de um ano de pandemia acho que já está claro para todo mundo que o COVID19 se espalha pelo ar, e que até pequenas aglomerações acabam colaborando para que o vírus se espalhe. 

E se bem me lembro, as primeiras aglomerações aconteceram a mais ou menos um ano e tinha uma cervejaria louquinha pra estampar a marca da Brahma em todas elas. E curiosamente eram aglomerações transmitidas ao vivo para milhares de brasileiros.

Foram algumas lives gigantescas de cantores sertanejos, praticamente com shows fechados e que de simples elas não tinham nada. Nem parecia existir algum protocolo de segurança para COVID. Fico pensando em quantas pessoas trabalharam para que aqueles shows acontecessem.

E mais do que isso, você sabe que a maioria das pessoas que assistiam as lives não estavam sozinhas, creio que dificilmente elas não estavam em alguma pequena aglomeração também. Falo isso até lembrando de como as pessoas divulgavam que estavam assistindo as lives nas redes sociais. 

Essa é a imagem da Ambev pra mim nesta pandemia, de uma empresa que tentou capitalizar num momento impróprio e que, de certa forma, ensinou ao brasileiro que ele poderia sim ir pro boteco e fazer festas no exato momento em que deveria ficar em casa.

Desculpa Ambev, mas dada toda a situação eu não acho que vocês merecem um elogio, a transformação de parte dessa planta fabril em um centro de envase de oxigênio é o mínimo que vocês, do tamanho que vocês tem, poderiam fazer.



domingo, 13 de dezembro de 2020

Consciência - a falta de

Segundo o último boletim municipal divulgado no Instagram da prefeitura, hoje Ponta Grossa conta apenas com 155 leitos de enfermaria e 12 leitos de UTI vagos.

Claro que Ponta Grossa já passou dos 350 mil habitantes, sem falar que é a referência pra várias cidades vizinhas que não possuem hospitais, num total... talvez uns 700 mil paranaenses contam com os serviços de saúde de Ponta Grossa.

E os profissionais da área de saúde continuam colocando suas vidas em risco, imagino a exaustão de batalhar contra um vírus que nos piores casos se manifesta com o sofrimento de uma função tão básica e essencial ao nosso organismo como respirar.

E mesmo assim, com todas estas informações, as ruas estão cheias e as noites com bares lotados.

Imagem capturada das redes sociais.

Toda essa FALTA de consciência de muita gente não é nada menos que LAMENTÁVEL.

Link para uma reportagem sobre a exaustão dos profissionais de saúde.

terça-feira, 10 de novembro de 2020

"Mais uma que Jair ganha."

Esta foi a declaração de Bolsonaro ao ser questionado sobre a notícia de que a Anvisa suspendeu os testes da CoronaVac. A CoronaVac é a vacina que Doria, que se tornou um rival político devido a sua preocupação com a pandemia, comprou de um laboratório chinês após alguns testes promissores realizados pelo Instituto Butantan. Os testes teriam sido interrompidos após "um grande evento adverso", algo que a Anvisa já tinha feito a pouco tempo também com a vacina que estava sendo desenvolvida entre o governo brasileiro e a universidade de Oxford. A imprensa especula que um dos voluntários acabou vindo à óbito assim como aconteceu nos testes da outra vacina.

Eu me questiono como que ainda existem defensores deste crápula que está na presidência. O tema do aborto esteve em pauta em muitos momentos durante a sua campanha eleitoral, muitos caíram na sua falácia de que ele "defendia a vida", e agora ele joga na cara de quem ele conseguiu enganar o quão insignificante é uma vida para ele. E eu não entendo como tanta gente conseguiu cair na lábia dele pois ao mesmo tempo que ele fingia isso, ele declarava indiretamente o desejo pelo fim de algumas minorias.

Até o momento, nesta pandemia não houve uma frase dele que prestasse respeito as mais de 160 mil vítimas do COVID19 além daquele "É o destino de todo mundo", ou quando atingimos 150 mil óbitos que ele deu a entender que tinha sido pouco ao falar que a pandemia foi "superdimensionada"

É triste saber que ainda existem defensores dele.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

100.000 pessoas, um Camp Nou mais que lotado

Passamos a marca de cem mil pessoas. Sim!! Cem mil pessoas que tiveram suas vidas brutalmente interrompidas pela falta de consciência sobre as consequências de um vírus como o COVID19 circular "livremente" dentro de um país com tantos abismos sociais como o Brasil. 

O tamanho deste abismo teve sua amostra em maior dose quando o Guilherme Benchimol, fundador e presidente do grupo da maior corretora que atua na Bovespa, falou no começo de maio que a pandemia estava controlada "nas classes altas". Sim, na realidade dele a única coisa que importava ao declarar isso eram os cerca de 5% de brasileiros que possuem renda familiar superior a 6 mil reais, os outros 95% pouco importam. Imagina o que ele deve pensar sobre aqueles cerca de 105 milhões de brasileiros que possuem renda familiar inferior a R$ 1.200.

Ah!! Mas já tivemos dois milhões de recuperados. Beleza, mas isso na realidade pouco importa. O impacto deste vírus é muito maior. Neste abismo no qual o brasileiro tenta sobreviver, tente imaginar quantos perderam seu emprego porque pegaram um simples resfriado e então o seu patrão o dispensou pelo medo de ser o Covid? Enquanto o "agro", com a crise econômica e a alta do dólar, encontra mais motivos para se orgulhar de vender insumos para as fábricas de ração da China, o real motor da economia brasileira está mais paralisado do que o Chaves com medo. O setor de serviços e o comércio que são de fato o que levam a nossa economia pra frente está criando teias de aranha. Isso já estava acontecendo a algum tempo devido a falta de um projeto de governo, mas vem se agravando cada vez mais nesta crise. E o fato é que nenhuma autoridade parece estar preocupada com isso. 

Na realidade, pouco importa se existem dois, dez ou vinte milhões curados, 100.000 vidas foram perdidas, 100.000 vidas foram sacrificadas pelo descaso da saúde pública, assim como pela falta de educação e respeito daquelas pessoas que não entenderam a importância de ficar em casa, que ainda não entenderam o significado do termo distanciamento social. Cem mil vidas perdidas graças a idiotas que não acreditam e desmerecem a o poder da ciência. 

Vocês tem ideia de quantas pessoas tiveram suas vidas brutalmente impactadas pela perda, ou pelas consequências da circulação deste vírus dentro do território brasileiro?

Apenas para ilustrar um pouco mais o que são 100.000 pessoas,  Camp Nou é o maior estádio da Europa e serve de palco para as genialidades de Lionel Messi, tem a capacidade de 99.700 pessoas. O número de óbitos em consequência do COVID19 no Brasil já é maior do que a capacidade deste estádio. 

Parabéns aos patrocinadores disso tudo, sejam eles os eleitores que votaram em quem sempre desmereceu a ciência,  ou os otários que não conseguem ficar em casa e tem que ir pro boteco beber cerveja.


quarta-feira, 1 de abril de 2020

O medo de dentro da pandemia

As vezes eu entendo quem queira negar aquilo que a pandemia está nos trazendo. Para alguns, deve ser realmente difícil abandonar o passado de algumas semanas atrás.
Não tem nada de agradável pensar que pelo menos nos próximos meses, tudo mudará. E vocês sabem, não é mais possível pensar mais em uma partida de futebol com estádio cheio, ou um super show de uma banda, ou aquela balada que mesmo reclamando, alguns frequentavam todo final de semana. Ir naquela palestra daquele cara super f... ou ainda... naquela feira que você estava super ansioso para conhecer um grande ídolo...
Mas pensando bem, não é só isso. Mesmo que todos os lugares voltassem a funcionar como a dois meses atrás, quem conseguiu entender as coisas iria PENSAR muito antes de voltar àquela rotina, antes de voltar a sua sala de aula cheia de pessoas de vários lugares, ou voltar ao seu trabalho naquele seu escritório lotado, ou então no seu trabalho de vendedor, que a cada pessoa que entra pela porta você tem que convencê-la a comprar contigo. Ou ainda... você teria coragem de ir para o cinema? Ir para um shopping aproveitar uma liquidação que deixou as lojas cheias ou então enfrentar uma fila gigante na praça de alimentação? Quem teria coragem?
Eu sei que você conhece pessoas do grupo de risco e que você gosta muito delas. Talvez até você mesmo seja do grupo de risco e esteja extremamente preocupado. E agora você se sente responsável por se preservar, e assim preservar aqueles que você mais gosta. Assim será nossa vida daqui pra frente, o inimigo é invisível aos nossos olhos. E algumas perguntas surgem: Ficar de quarentena até quando? Mitigação alternando com contingência? A criação de uma vacina? QUANDO?
Bem...  a economia, com o tempo, irá se adaptar às novas formas de convívio, às novas demandas.
E nós? Iremos nos adaptar?