sexta-feira, 23 de outubro de 2020
Você tem amor pelo seu dinheiro?
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
Apenas valorize o trabalho da dublagem brasileira
One Piece fez sua estreia na TV brasileira com uma nova dublagem, e para variar, a galera que acompanha a trama a um bom tempo reclamou das novas vozes dos personagens. E no final das contas eu concordo imensamente com o meme que segue abaixo.
E se pensarmos um pouco mais, não serve apenas para o One Piece não, a localização que os profissionais de dublagem brasileira fazem é tão boa, mas tão boa que é comum vermos coisas feitas lá foram com expressões e piadas tiradas diretamente do contexto social brasileiro.
Mas sempre tem aqueles chatos que falam: "Ainn mas a dublagem tira algumas coisas de contexto, pipipi pópópó..." E sim, é claro!!! Por algum acaso se eu responder "seja bem vindo" após você fazer um favor pra mim fará algum sentido para nós, brasileiros?
No auge da sua ignorância você acha que todo mundo é fluente em inglês e consegue entender aquela expressão em inglês que lá nos cafundós do Judas faz muito sentido? Saiba que você só está sendo um arrogante, um babaca que ignora o fato de apenas 5% da população brasileira falar em inglês, e que só 1% tem fluência nessa língua estrangeira.
E se você é um daqueles que "não conseguem assistir dublado" só te pergunto se em alguma vez na vida você assistiu Chaves em espanhol?
Pense muito bem se o que te irrita em ver algo dublado é a perda da chance de mostrar que sabe inglês ou se é porque mais pessoas poderão ter acesso ao filme, série ou documentário que antes era inacessível a elas.
Não importando qual seja o motivo que te irrita, saiba que você precisa aprender a ser um pouco mais humilde.
sexta-feira, 25 de setembro de 2020
Por trás do número de focos
Hoje eu vi um post no Instagram sobre o número de focos de incêndio na Amazônia daquele que é considerado um dos economistas mais influentes do Brasil, Ricardo Amorim. Conhece ele? É aquele mesmo economista que falou com certo desdenho: "Em Cuba só tem três coisas funcionam: a segurança, a educação e a saúde".
Agora que já refresquei a memória sobre quem é ele, quero dar uma continuação para o post dele, acrescentando novos pensamentos sobre o problema. Como ele mesmo comenta sobre o que é considerado um foco, não é preciso pensar muito que um um fogo de 30m x 1m é contado da mesma forma que um fogo de 500m x 15m. E que apenas o número de focos não quer dizer muita coisa, é impossível saber a área que eles foram capazes de devastar. Uma outra coisa que meio lógica é que se você tem um local em que o clima colabora para o surgimento dos focos de incêndio e você atua ativamente para apagar os que apareceram, logicamente você estará exposto a novos focos nas áreas em que o fogo ainda não destruiu. Agora se um único foco não tiver a devida preocupação para a contenção ele poderá destruir aquilo que outrora foram necessários outras dezenas ou centenas de focos...
E é claro que infelizmente, a cada ano que passa temos menos vegetação nativa, e por consequência temos menos chances de "bater o recorde". Pense que você tem um quintal grande e que quer cortar a grama logo após o trabalho, no primeiro dia você vai cortar e descobre logo no começo que sua extensão é curta e você consegue cortar apenas 1/4 do gramado. No segundo dia você emprestou uma extensão maior e poderia cortar todo o gramado, mas quando você estava chegando na metade choveu e você teve que parar imediatamente. No terceiro dia você não vai conseguir cortar o gramado inteiro novamente, vai conseguir cortar apenas a metade que ainda não tinha cortado nos dois dias anteriores, certo? Então é mais ou menos assim com as queimadas também, hoje é impossível que as queimadas no Maranhão atinjam algum recorde do passado, pois hoje quase que inexiste floresta Amazônica por lá. Não faz sentido alguém "se gabar" de uma queda do número de focos, o que é preciso fazer é ver o que está sendo feito para restaurar a floresta nestas regiões.
No final das contas, para quem se preocupa com o meio ambiente os números de focos é apenas uma das métricas, para compreender melhor o que está acontecendo é importante buscar o conhecimento e a compreensão de outras métricas complementares. Se você volta no passado e tenta compreender o que aconteceu, você percebe que nunca houve mocinho nessa história, mas que pelo menos "disfarçavam" uma preocupação e procuravam tomar medidas condizentes, coisa totalmente oposta ao que encontramos hoje. Apenas fiquei incomodado com este post do economista, pois na minha graduação eu tive vários momentos em que os números eram apenas número e nem sempre eles mostravam a realidade. E em todas as vezes fui incentivado pelos meus professores a destrinchar tudo aquilo que realmente estava sendo exposto naquele momento. Neste caso, Amorim pareceu despreocupado com a falta de dados e quis mostrar um lado que não me parece ser muito bom e como eu já tinha lido em muitos lugares que o pior ano para o desmatamento da Amazônia tinha sido nos anos 90, e depois quase superamos esta marca em na década passada, queria relembrar o caso. E por algum acaso eu encontrei o gráfico abaixo no site do IMPE. Depois de um bom período de queda, a partir de 2015 os números voltaram a crescer de forma preocupante.
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Gráfico do site do IMPE, clique para abrir o link. |
Afinal de contas, temos que usar um passado catastrófico para melhorar o futuro, e não como desculpa para repeti-lo.
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
100.000 pessoas, um Camp Nou mais que lotado
Passamos a marca de cem mil pessoas. Sim!! Cem mil pessoas que tiveram suas vidas brutalmente interrompidas pela falta de consciência sobre as consequências de um vírus como o COVID19 circular "livremente" dentro de um país com tantos abismos sociais como o Brasil.
O tamanho deste abismo teve sua amostra em maior dose quando o Guilherme Benchimol, fundador e presidente do grupo da maior corretora que atua na Bovespa, falou no começo de maio que a pandemia estava controlada "nas classes altas". Sim, na realidade dele a única coisa que importava ao declarar isso eram os cerca de 5% de brasileiros que possuem renda familiar superior a 6 mil reais, os outros 95% pouco importam. Imagina o que ele deve pensar sobre aqueles cerca de 105 milhões de brasileiros que possuem renda familiar inferior a R$ 1.200.
Ah!! Mas já tivemos dois milhões de recuperados. Beleza, mas isso na realidade pouco importa. O impacto deste vírus é muito maior. Neste abismo no qual o brasileiro tenta sobreviver, tente imaginar quantos perderam seu emprego porque pegaram um simples resfriado e então o seu patrão o dispensou pelo medo de ser o Covid? Enquanto o "agro", com a crise econômica e a alta do dólar, encontra mais motivos para se orgulhar de vender insumos para as fábricas de ração da China, o real motor da economia brasileira está mais paralisado do que o Chaves com medo. O setor de serviços e o comércio que são de fato o que levam a nossa economia pra frente está criando teias de aranha. Isso já estava acontecendo a algum tempo devido a falta de um projeto de governo, mas vem se agravando cada vez mais nesta crise. E o fato é que nenhuma autoridade parece estar preocupada com isso.
Na realidade, pouco importa se existem dois, dez ou vinte milhões curados, 100.000 vidas foram perdidas, 100.000 vidas foram sacrificadas pelo descaso da saúde pública, assim como pela falta de educação e respeito daquelas pessoas que não entenderam a importância de ficar em casa, que ainda não entenderam o significado do termo distanciamento social. Cem mil vidas perdidas graças a idiotas que não acreditam e desmerecem a o poder da ciência.
Vocês tem ideia de quantas pessoas tiveram suas vidas brutalmente impactadas pela perda, ou pelas consequências da circulação deste vírus dentro do território brasileiro?
Apenas para ilustrar um pouco mais o que são 100.000 pessoas, Camp Nou é o maior estádio da Europa e serve de palco para as genialidades de Lionel Messi, tem a capacidade de 99.700 pessoas. O número de óbitos em consequência do COVID19 no Brasil já é maior do que a capacidade deste estádio.
Parabéns aos patrocinadores disso tudo, sejam eles os eleitores que votaram em quem sempre desmereceu a ciência, ou os otários que não conseguem ficar em casa e tem que ir pro boteco beber cerveja.
terça-feira, 4 de agosto de 2020
O final da meia-entrada nos cinemas.
Sobre as cédulas de R$ 200.
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